O furacão Irma chega ao mercado LED

O furacão Irma chega ao mercado LED

O furacão Irma chega ao mercado LED

Há um mês contávamos-lhes como estava a afetar a subida do preço do Alumínio e a perda de força do USD na produção de iluminação LED.

A partir da Europa, deixámos passar o verão, à espera que a tempestade amainasse, tal como os nossos amigos da Florida esperavam que o devastador furacão Irma mudasse de trajetória e não destroçasse os seus lares e forma de vida.

Pois bem, confirmaram-se as piores previsões.

Durante o mês de setembro, o alumínio aumentou oito pontos em relação à leitura do mês passado, alcançando o seu maior valor desde setembro de 2014, ultrapassando um limite que antes se acreditava não ser possível ultrapassar e o câmbio de USD para CNY continuou a cair de 6,6636 USD para 6,45714, 3,1% menos.

Ou seja, e como explicávamos na publicação anterior, a mesma quantidade de alumínio custa-nos hoje mais dinheiro e, ao exportar desde a China para o resto do mundo, e cobrar em USD e pagar em CNY dentro da China, cada USD que cobramos deixa-nos menos lucro… Mesmo perdas, em muitos casos.

Perante esta situação, como estão a reagir os fabricantes?

Encontramos 3 tipos de comportamento.

  1. Fábricas que continuam a baixar o preço

Apesar de parecer mentira, milhares de fábricas (e intermediários) de iluminação LED na China continuam a baixar o preço.
Isto deve-se ao facto de fabricarem produtos de muito baixa qualidade, produtos com componentes falsificados, invólucros que não dissipam o calor, a um preço que parece barato, mas que na verdade é caro (para a sua qualidade real), com margens suficientemente amplas para poder suportar, de momento, a subida do preço do Alumínio e a queda do USD.

O problema desta estratégia, como já sabemos, é inundar o mercado de produtos de muito baixa qualidade. Produtos que falham junto do cliente de uma forma muito rápida.

  1. Fábricas que começam a subir preços

Milhares de fábricas já começaram a avisar os seus clientes que a subida das matérias-primas e a desvalorização do USD as obriga a aumentar os seus preços de venda entre 5% e 10%. Isto refletir-se-á nos preços do produto que chegar à Europa nos próximos meses do ano.

  1. Fábricas que mantêm preços

Sem perder dinheiro, isto só é possível tendo-se antecipado a este movimento do mercado e investido o suficiente em pesquisa e desenvolvimento há meses, para poder dispor de novos desenhos de luminárias com uma menor quantidade de Alumínio, diferentes ligas do material e que consigam uma dissipação do calor melhor do que com modelos anteriores (que dissipam mais por quantidade e menos por qualidade). Estas alterações têm de ser certificadas por laboratórios luminotécnicos independentes que projetem, de uma forma fidedigna, a vida útil destes novos desenhos de luminárias.

Ainda assim, por muito que alguns fabricantes se tenham querido antecipar e melhorar desenhos para não incrementar preços, isto não vai ser possível em todas as referências, sendo que, em algumas, a mudança de tamanho e melhoria de dissipação não são possíveis.

Parece que o Irma chegou para ficar, no mínimo, o que resta deste ano de 2017.

Veremos como reagem as fábricas, importadores e intermediários.

Carlos Caballero Ramajo
CEO Ilumia

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